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Escrito por Chandramukha Swami às 14h10
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Queridos leitores "blogueiros". Hare Krishna.
Todas as glórias a Srila Prabhupada!
Como vocês podem ver, voltei a escrever no Blog. Porém, mudei de enderço, pois este Blog da uol é limitado demais e feio.
Então, a partir de hoje, peço-lhes que acessem www.servodoservo.blogspot.com Vocês verão como é bem melhor. Acessem agora. Hare Krishna!
Escrito por Chandramukha Swami às 10h08
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Visita de Keshava Swami em São Paulo

Eu e Keshava Swami transbordando felicidade no Festival de Sri Nrsimhadeva em São Paulo
A festa que os devotos de São Paulo fizeram para o Senhor Nrsimhadeva foi extática. Embora o dia não favorecesse (foi na Segunda-feira, no meio de um feriado), o Templo recebeu mais de 300 convidados! Entre eles, um era mais do que ilustre: S.S. Keshava Swami, atual residente de Vrindavana.
Maharaj chegou no Sábado de manhã e a noite participou do festival de Franco da Rocha. Para mim, foi uma surpresa. Era 9 hs da manhã quando, saindo de Vrajabhumi no Sábado de manhã em direção à São Paulo, liguei para Nanda-kumara para confirmar a minha ida. Quando recebí a notícia, mudei o meu itinerário e em vez de ir para São Paulo, fui me encontrar com Keshava Swami e aproveitei para visitar os devotos de Franco, esepcialmente o casal Krishna-Bhava e Sri Krishna e seu irmão Acyuta.
Cheguei às 18h e ainda deu tempo de me banhar antes de participar de toda a programação. Muito Kirtana, Tulasi-puja e a palestra da Bhagavad-gita dado por nós dois. O Templo, recém-reformado, estava lindo, com suas paredes açafroadas. Os devotos estavam bastante animados e Keshava Swami que havia trazido sua Govardhana-shila abençoou a todos dando um darshan especial com suas Deidades e distribuindo uma maha-prasada divina de Vrindavana - um saquinho com pétalas da guirlanda de Gopisvara, a Deidades do Senhor Shiva que é o guardião do Dhama sagrado.
Escrito por Chandramukha Swami às 16h20
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Em Petrolina, Maratona de Produção de Livros
Petrolina fica em Pernambuco, colada com Juazeiro, que já é Bahia. Estas duas cidades são divididas pelo piedoso Rio São Francisco, uma fonte de vida e alegria para toda a região. É lá que moram atualmente 3 casais especiais: Kala-kanta e M. Madana Gopala, Gurudas e M. Mahalakshmi, e mais recentemente, Parama-Purusha e M. Bhakti. Quem os conhece sabe bem das suas qualidades. Além deles, tem a Subhadra e o Robertinho e outros devotos mais, que acabam compondo um grupo muito bom.
Foi para esta terra que eu voei logo depois do Carnaval. Saí de Vraja depois do mangal-arati de Quinta-feira e fui para o aeroporto para o embarque. Lá, me encontrei com Nanda-Kumara que iria comigo. Na noite anterior, ele havia saído de ônibus de São Paulo e marcamos de nos encontrar no aeroporto. Antes de iniciar a viagem, colocamos a nossa conversa em dia – basicamente assuntos sobre a ISKCON São Paulo e os devotos que se dedicam a este projeto. Graças a Krishna, tudo está fluindo bem por lá e esperamos um grande festival de Gaura-purnima.
A minha estadia em Petrolina durou seis dias e meio (!) e me hospedei na casa de Gurudas e Maha-Lakshmi, meus discípulos. O motivo da viagem era imprimir novos livros, o que não é nada fácil. Terminar os textos, preparar Prefácios e Introduções, fazer as Capas, imprimir as provas, revisar, imprimir novamente, revisar novamente…que correria! Os seis dias se resumiram praticamente nisto, com exceção da noite de Domingo que fiz a cerimônia de um ano de Nanda, a filha caçula (por enquanto) de Kala-Kantha e M. Madana-Gopala. Foi uma noite agradável, onde nos reunimos na casa dos pais de Kala-Kantha com os demais devotos.
Deixando os detalhes de lado, deu para concluir 4 livros novos! Três fazem parte de uma coleção “Reflexões”. Um sobre “As Dez Ofensas no Cantar dos Santos Nomes”, outro “A Identidade Espiritual dos Santos Nomes” e o terceiro “Os Cinco Itens mais Importantes da Vida Devocional”. O quarto livro é uma re-edição do “Quem é a Mocinha que está com Krishna?”. Vale a pena ressaltar que as capas ficaram lindas e tenho que agradecer muito este casal de discípulos que fizeram de minha estadia, além de super agradável e prazerosa, altamente produtiva. Que Krishna os abençoe sempre, que a gráfica tenha muito sucesso e que ainda imprima muitos livros de Srila Prabhupada para a purificação de todos. Êpa… acabamos de ser avisados pelo piloto que estamos em procedimento de descida (esqueci de falar-lhes que, neste instante, às 11hs, estou em pleno vôo Petrolina-Guarulhos). Vou ter que parar por aqui. Com a graça de Sri Chaitanya, o Avatar Dourado, estaremos no Festival de Gaurapurnima em São Paulo e espero encontrar alguns de vocês por lá para comemorar juntos os 521 anos de aparecimento do Senhor Chaitanya. Aliás, eu comemoro também meus 21 anos de servir a ISKCON como um Sannyasi. Tudo pela graça de Srila… êpa, fomos avisados de novo que iremos pousar. Agora tenho que desligar… Até amanhã, se Deus quiser e Haribol!
Escrito por Chandramukha Swami às 17h09
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Carnaval Maravilhoso em Vrajabhumi
Por ocasião do feriado do Carnaval, passei uma semana maravilhosa em Vrajabhumi. O clima estava excelente e não choveu sequer uma gota de água (situação raríssima). Estar com Vrajavasis como Lila Raja, Jayadvaita, Adi Deva e esposas, sem contar com os demais devotos e devotas de lá, é sempre agradável. O projeto como um todo é um exemplo de sucesso, especialmente por conta do foco: a pregação de alto nível. Atualmente, residem em média 12 devotos e todos eles se mantém da pregação in loco. Ou seja, diferentes de outros projetos, ninguém precisa sair para coletar para a sua manutenção. Trata-se de uma auto-suficiência baseada diretamente na pregação. Cada vez mais, Vraja tem recebido pessoas interessantes para se hospedar e participar dos eventos que acontecem no Ashram.
Desta vez, fui acompanhado de Prana-natha de São Paulo e Brahmarsi e Mahadeva de Curitiba que ajudaram animar a festa. Muitos devotos e devotas de Belo Horizonte, de Campos e do Rio também estiveram conosco durante todo o feriado, além, logicamente, dos hóspedes que lotaram todas as possibilidades de acomodação: os quartos, os chalés, o salão da ilha, os ashramas dos devotos e devotas, as casas dos grhasthas …fora as barracas. Tudo cheio!
Os programas espirituais de manhã e de noite eram bem freqüentados, com aulas empolgantes. Além disso, eu dei um workshop sobre a Gita que durou todo o feriado e foi o ponto marcante do evento. De Sexta-feira à Terça, o workshop ocorreu de manhã e à tarde, e durava mais ou menos duas horas e meia em cada período. Mas na Quarta (de cinzas) o workshop ocorreu apenas de manhã. No total foram mais de 27horas falando sobre a Bhagavad-gita e respondendo centenas de perguntas muito inteligentes. Particularmente falando, acho difícil uma situação mais adequada do que esta, onde, além dos devotos, muitos visitantes participam tão ativamente. É impressionante! Muitos “Bhagavad-gita Como Ele É”, “Um Santo do Século XX”, “Bhagavad-gita para Iniciantes”, Cds etc foram vendidos e alguns cursos particulares de culinária Hare foram marcados. Os hóspedes também compraram muitas Japas e tiveram suas vidas bastante marcadas pela experiência no Ashram. Todas as glórias a Srila Prabhupada! Esperamos que estas sementes brotem e cresçam com saúde e força. Parabéns para Vrajabhumi e sua turma altamente eficiente e profissional. Haribol e até amanhã, se Deus quiser.
Escrito por Chandramukha Swami às 17h09
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De novo na estrada
Hoje, Segunda, partimos de Curitiba quase às dez da manhã. Além de Prana-natha e Brahmarsi que já estavam comigo, Prabhu Mahadeva nos acompanha. Ele tem sido um pujari bastante fixo de Sri Gaura-Nitai de Curitiba e é um devoto muito querido pela congregação. Simples, humilde, responsável e manso. Esta viagem é para ele um tipo de prêmio. A idéia da viagem é respirar novos ares, conhecer o padrão de São Paulo e Vrajabhumi e, assim, estabelecer este mesmo padrão em Curitiba.
Chegamos em São Paulo um pouco antes do Restaurante Gopala fechar. Sorte nossa. A prasada estava deliciosa (especialmente o conchiglione) e a quebra de jejum às três da tarde foi providencial. Lá me encontrei com uma atriz e um ator da Globo. O nome dela é Regiane (não sei o sobre nome). Ela veio me procurar, pois, no Rio, havia assistido uma palestra minha. Para quem assiste novela é fácil reconhecê-la, pois ela fez há alguns anos, o papel de uma pessoa má que maltratava sua avó ou coisa assim. Conversamos, ela levou meu CD “Além do Zen” e o livro “Yoga e as Sete Fases de Crescimento Pessoal” e, juntamente com seu namorado (este outro ator da Globo) combinaram de visitar o Ashram Vrajabhumi no Carnaval.
Cheguei no Tempo, descansei um pouco, me banhei, e liguei a Internet. Meu Deus! Quantas mensagens, quantos assuntos! O mundo não pára! Respondi tudo o que pude, mas não foi suficiente. Amanhã prossigo na maratona. A concha toca no Templo, indicando o puja para Sri Jagannatha. Interrompo meu trabalho e desço para o darshan com as Deidades e lá fico até o final do programa. Havia alguns visitantes interessantes e li a Bhagavad-gita e dissertei sobre o assunto: “Quem está livre de todo apego e aversão e é capaz de controlar seus sentidos através dos princíios reguladores com os quais se obtém a liberdade completa pode obter a misericórdia completa do Senhor” (2.64). Bom o assunto, não? Depois da aula ainda recebi 2 telefonemas e as conversas foram longas. Uma ligação foi de Goavrdhana Prabhu e outra de M. Krishna-dharma. Mais uma breve reunião com Nanda-Kumara e lá pelas onze fui dormir. Demorei muito para pegar no sono. Todas as glórias a Srila Prabhupada! Até amanhã Haribol!
Escrito por Chandramukha Swami às 07h29
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Ainda sobre Curitiba
Todos que conhecem confirmam: Curitiba é especial. Organizada. Limpa. Elegante. Excelente nível cultural etc. No que diz respeito a nós, existem excelentes devotos do Paraná, como Prabhu Sridhara, M. LIla-Madhuri, Gauranga-Mahaprabhu, Goura-nataraj, Gaurasundara e M. Radha-Damodara, Nanda-Suno, M. Ilavati, Mahadeva, para citar apensas alguns dos antigos. Atualmente, Curitiba ainda continua produzindo bons Vaishnavas, tais como Brahmarsi, Mahamuni, M. Rasa-Rasika, M. Vrajabhumi etc. Já falei sobre o Restaurante e tenho que pedir-lhes desculpas por não ter colocado fotos neste Blog, mas o Restaurante é lindo, super bem localizado, com ambiente agradabilíssimo e um público de primeira. A comida é muito saborosa e tudo funciona num nível altamente profissional. Também tem o Espaço de Yoga Gandiva de Maha-muni que, juntamente com o Restaurante, é bastante conhecido e serve como referência para todos. Agora, o Templo está próximo ao Restaurante e M. Lila-Madhuri coordena o restaurante “Maha-prasada”. Cerca de dez, quinze pessoas trem almoçado diariamente lá, mesmo sem praticamente nenhuma propaganda. Prabhu Jay Vrindavana, irmão de Rama-kumara que sempre pregou lá, tem muitos contatos, assim com Goura-Nataraj, P. Rancor, Maha-muni etc., de modo que, para Curitiba “acontecer” é só uma questão de tempo. Pretendo depois do Carnaval ficar mais uns dias lá para continuarmos o trabalho de revitalização do projeto. Todas as gl’rias a Srila Prabhupada! Até amanhã e Haribol!
Escrito por Chandramukha Swami às 07h29
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Programas em Curitiba
Fiquei satisfeito com o resultado obtido. Como escrevi anteriormente, tínhamos em Curitiba duas apresentações musicais: uma no Sábado, que aconteceria no Restaurante Jagannatha e outra no Domingo na Unipaz. Pois bem, a banda era improvisada e nunca havia tocado comigo, mas o resultado foi satisfatório - até porque tivemos dois únicos ensaios. O primeiro foi praticamente para definir o repertório e a outra para tocarmos juntos. Não é tão fácil quanto parece cada um tirar a sua parte, achar o ritmo e andamento certos, definir introdução, espaço para algum solo e o final de cada música. Mas, tudo correu bem.
Embora chovesse muito, no Sábado, o Restaurante lotou e depois de um jantar delicioso, foi a vez dos mantras. Tocamos sentados em cadeiras e a idéia era fazer algo mais intimista e tranquilo. Achei que combinava mais com o local e o público (famoso como "frio") de Curitiba. O percursionista, o Gilvan, toca no Afrojah e, como o próprio nome sugere, sua especialidade é o reggae. Por isto, fizemos versões diferentes em rítmo de reggae para algumas músicas que havia gravado de forma diferente. São elas: Do primeiro disco a Kirtana (madana-mohana yasoda dulal jay jayadeva madana gopal...), a Radhe Japa karau; do segundo a Radha-krishna bol, fora os outros dois reggaes Radhe-shyam (do primeiro) e Hari Haraye (do Atemporal). O jantar era beneficente e cumpriu o propósito de coletar para o aluguel.
No dia seguinte, foi a vez do Workshow de mantras na Unipaz. A responsável chama-se Janete Duprat e é uma grande amiga. Já fui convidado por ela para alguns programas em Curitiba. Entre eles, o Congresso de Meditação, uma jornada da Bhagavad-gita para o curso de formação de instrutores de Yoga etc. Como gosto especialmente deste tema, e aprecio também o tipo de público que compareceu (todos ligados direta ou indiretamente ao Yoga), apreciei bastante o evento. Os temas giraram em torno do que é MANTRA, por que se deve cantá-los, quais os resultados, quem pode nos iniciar no MANTRA etc. Foi um sucesso e já planejamos fazer outros.
Todos os dias almocei no Restaurante Jagannatha e Gauranga Mahaprabhu está de parabéns com este programa. Seu fiel escudeiro, Sevananda Prabhu, também. Além do sucesso do Restaurante, Gauranga tem dado pleno apoio ao Templo e é um excelente exemplo de alguém que, por seguir as instruções de Srila Prabhupada, tem sido bastante útil para a sua missão. Até amanhã e Haribol!
Escrito por Chandramukha Swami às 17h18
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Já em Curitiba nos preparando para o fim-de-semana
Quinta, dia 8/2/7
Como não podia deixar de ser, acordei cansado. Demoramos muito para arrumar as malas e, principalmente, as demais coisas: equipamento de som (que inclui pedestais, microfones, instrumentos, mesa de som, cabos etc.), material para Sankirtan e material para vendar nos eventos, tais como meus CDs e livros. Que evento? Sim, no próximo Sábado, farei o lançamento do CD Atemporal, incluindo uma apresentação de Mantras, em Curitiba. No Domingo pela manhã, das 9 e meia ao meio-dia, ainda em Curitiba, farei um Workshow de Mantras na Unipaz. Na viagem, foram comigo Prana-natha e Brahmarsi Prabhus, que farão parte da banda improvisada. Lá, nos encontraremos com Yogindra (filho de M. Indumukhi) que tocará a flauta, com Bk. Gilvan que tocará a percussão e Paresha, Rasa-Rasika e Vrajabhumi que farão o vocal. Prananatha vai tocar o violão e Brahmarsi o baixo e eu harmônio e voz.
Chegamos em Curitiba quase 3 da tarde. Almoçamos no Restaurante Jagannatha de Gauranga Mahaprabhu e fomos para o Templo. Eram quase 5 da tarde quando, depois de deixá-los no Templo, fui para o Hotel. Me banhei e saí para caminhar e cantar Japa. O clima estava bastante agradável e cheguei de volta no Hotel quase 8 da noite. Me banhei novamente e fui me encontrar com eles no Templo, onde ensaiamos até meia-noite em ponto. Não está fácil: fui dormir quase 1 da manhã! Além de participar deste dois programas "musicais" conforme citados por mim, estaremos também em Curitiba no Festival de Domingo. Neste meio tempo, me reunirei com os devotos locais para ajudá-los a preparar um projeto para Curitiba, onde reorganizaremos principalmente a adoração das Deidades, a pregação etc. Amanhã tem mais. Todas as glórias a Srila Prabhupada! Até amanhã e Haribol!
Escrito por Chandramukha Swami às 08h45
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Aparecimento Transcendental de Srila Bhaktisiddhanta
Quarta, dia 7/2/7
Correria. Às 6 horas uma carona da casa de Rasananda para a Rodoviária de Chapa dos Guimarães. Sim, Rasananda mora na Chapada mas não na cidade, na zona rural. Depois de esperar por algum tempo na rodoviária de Chapada, às 8 horas peguei o ônibus para Cuiabá. Foi um pouco mais de uma hora de viagem. Da rodoviária de Cuiabá mais um ônibus para o aeroporto. Fiz o check in ainda cedo – um pouco mais de 10. O meu embarque estava marcado para as 11:05, de modo que procurei, em vão, uma Lan House para colocar em dias as correspondências e o Blog. Malsucedido neste empenho, relaxei e cantei japa até o embarque. Cheguei em Congonhas às 2 e meia e fui de táxi até o Templo do Paraíso, onde já havia clima de festa, devido ao aparecimento transcendental de Srila Bhaktisiddhanta, o mestre espiritual de Srila Prabhupada. Ele era filho de Srila Bhaktivinoda Thakura, nasceu em Jagannatha Puri em 6 de fevereiro de 1874. Sua principal característica era a sua profunda erudição e, desde criança, dominava toda a filosofia védica e saboreava as obras filosóficas de seu pai. Por isso, tornou-se conhecido como "A Enciclopédia Viva". Como um pregador convincente, Bhaktisiddhanta derrotava aqueles que propagavam o sistema de castas e não tolerava o menor desvio na filosofia do Senhor Chaitanya. Ele ficou famoso como Nrisimha-guru, o Guru-leão, por seu destemor e poderosa transmissão do Vaishnavismo. Mais do que um corajoso pregador, Bhatisiddhanta possuía todas qualidades divinas e manifestava visível amor extático por Deus. Estabeleceu 64 templos Gaudiya Math na Índia e centros na Birmânia (Miyanmar), Inglaterra e Alemanha. Há muito o que se falar sobre ele, mas precisaríamos usar o espaço de todos os Blogs do mundo, já que suas glórias não têm limites....
No Templo, o Festival foi bastante animado. Bhajan às 18h. Arati para as deidades às 19h e, em seguida, Guru-puja de Srila Bhaktisiddhanta. Mais ou menos 60 pessoas compareceram e, além dos Kirtanas, ouviram a aula, assistiram um DVD sobre a vida de Srila Bhatisiddhanta e honraram a deliciosa maha-prasada. Parece que todos saíram felizes e satisfeitos. Antes de dormir, meu reuni com o Conselho para tratar de alguns assuntos, e me reuni com Bhakta Paulo e Bhaktin Márcia para darmos continuidade à conversa sobre o serviço devocional deles. Pela graça de Srila Bhaktisiddhanta, tivemos um dia maravilhoso, mas muitíssimo cansativo. Fui dormir meia-noite e, no dia seguinte, embarco para Curitiba. Todas as glórias a Srila Prabhupada! Até amanhã e Haribol!
Escrito por Chandramukha Swami às 08h42
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Visita a Um Sadhu
Passei dois excelentes dias na Chapada dos Guimarães com Rasananda Prabhu. Antes de mais nada, eu gostaria de lhes pedir que não interpretassem as palavras deste diário como um relatório formal da situação dele. Simplesmente, eu vim me associar com um irmão espiritual que vive suas transformações pessoais. Afinal, vinte anos de sannyasi não é uma brincadeira! “Será que posso ajudá-lo?” Antes dessa pergunta, faço outras para mim mesmo: “Será que ele precisa de ajuda?”, “Será que eu tenho capacidade de ajudá-lo?”...
Logo que nos encontramos no aeroporto, ele me perguntou sorrindo: “Veio me tirar de Maya?” Bom sinal, pensei eu. Quem está mesmo em Maya não quer se expor assim. Diante de sua pergunta, fiquei meio sem graça e minha resposta foi um sorriso amarelo. Passado bastante tempo, eu lhe disse; “Se eu percebo que você realmente está me Maya, eu vou tentar, sim, tirá-lo de Maya”, pois espero que alguém me tire de Maya sempre que eu precisar. Mas, quem não está em Maya? De um modo geral, quando um Vaishnava sannyasi “joga a toalha” temos a tendência de pensar: “Ele está em Maya!”, “Eu sabia, eu já havia percebido ‘isto’ ou ‘aquilo’ em seu comportamento”. Krishna nos deu algum poder de discriminação, mas temos que ser cuidadosos com a tendência de ver defeitos.
Numa de suas definições sobre “sadhu”. Srila Prabhupada diz no Terceiro Canto do Srimad-Bhagavatam, “Sadhu significa aquele que segue os princípios das escrituras e ao mesmo tempo é um devoto do Senhor”. Fico feliz em lhes dizer que esta visita a Rasananda foi, de fato, uma visita a um Sadhu. Também, numa de suas aulas da Bhagavad-gita (4.19.25) em Los Angeles (Janeiro 69,) Srila Prabhupada diz: “Sadhu significa quem está cultivando a consciência de Krishna com grande interesse espiritual”. Esta foi uma constatação bastante agradável: Rasananda está, acima de tudo, focando sua vida espiritual. Ele vive num lugar muito belo e mora num chalezinho de madeira muito legal. No seu altar, a deidade central é Srila Prabhupada e, mesmo sozinho, ele acorda as 4, depois do banho desperta sua murti de Srila Prabhupada e as 4 e meia canta o Gurvastaka. Canta japa até as 6 e meia e, depois disso, ouve diariamente uma aula de Srila Prabhupada. Seu quarto está cheio de caixas de livros de Srila Prabhupada e ele consegue sua manutenção através das vendas deste livro. Um exemplo. Sabemos que a visão “popular” de um sadhu de barba e com vestes açafroadas nada tem a ver com as escrituras. Muito menos com a visão de Srila Prabhupada. O que define um Sadhu é sua devoção a Krishna e sua ocupação constante em bhajana-kriya. De forma semelhante, a idéia de sannyasi é um devoto de danda, cabeça raspada e vestes específicas. Mas, a renúncia tem que estar dentro do coração. Rasananda tem estudado e cantado muito, e falou por diversas vezes que a situação em que ele se encontra é temporária e que ele vai sair para pregar nos Templos. Mas, não agora. Mas, ele continua pregando através da distribuição de livros.
Ele revelou sentir falta de mais amor e maior amizade entre os Vaishnavas do mesmo “calibre”. “Isto ajuda na compreensão das coisas”, disse ele. Mas, ele está tranqüilo e por diversas vezes disse, “Tudo o que Krishna faz é bom”. Ou seja, sua realização é que tudo está melhor assim.
Particularmente, eu acho que todos nós estamos tão absortos em nossos deveres que não dispomos de tempo para cultivar amizade verdadeira com aqueles que, comprovadamente, dedicaram tantos anos de serviço a ISKCON. Na realidade, todos nós precisamos de atenção. Quem não gosta disso? Temos que ser cuidadosos para não dedicarmos especial atenção somente àqueles que são recém-chegados ao Movimento. É claro isto é importante, mas nunca podemos deixar de lado devotos que têm anos de dedicação ao serviço de Srila Prabhupada. Inclusive, Rasananda lembrou que ele admira que Srila Acaryadeva dá mais atenção à seus irmãos espirituais do que aos discípulos.
Ele canta diariamente 24 voltas, ouve diariamente um ou duas aulas de Prabhupada.
Ele tem lido muito os livros de Prabhupada, pois, segundo ele, “Estou querendo me associar muito com Prabhupada”. Quanto à decisão dele deixar a ordem de sannyasi, ele diz sentir um alívio. “Neste momento da minha vida, a idéia de ser um sannyasi cheio de holofote em cima de mim não me atrai. Quero ter tempo para pensar em mim, sem a pressão de ser como as pessoas da Instituição querem ou esperam que eu seja”. “Estou fazendo a minha própria curva, a curva do renascimento. Quero perder os meus conceitos errados. Estou analisando e re-analisando a vida toda. Arrumando a gaveta, “isto serve e isto não serve”, sem compromisso institucional.
Para mim, ele continua com a sinceridade de sempre, a devoção de sempre e completa fidelidade a Srila Prabhupada, como nós sempre constatamos na sua pessoa. É lógico que conversamos sobre diferentes assuntos. Que Srila Prabhupada nos abençoe e nos proteja sempre, em todas as situações.
Escrito por Chandramukha Swami às 13h26
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“Pescar sem se molhar”
Depois de tantos Domingos fora de São Paulo, cá estou novamente participando de um Festival de Domingo. Foram muitas viagens acumuladas, o que justifica o cansaço do corpo e a vontade de ficar mais quieto, cantar japa mais sozinho, ler um pouco mais etc. Até porque (podem conferir na agenda ao lado), a estrada me aguarda.
Na vida devocional, tudo é muito intenso e, mesmo que seja fortemente recomendável que sejamos regulados, dormindo sempre cedo, acordando igualmente cedo, comendo nos mesmos horários e num ambiente favorável, para a vida de um sannyasi, em certas vezes, Isto é pouco provável. É claro que existem sannyasis que têm a capacidade de (apesar das turbulências naturais do cumprimento do dever prescrito) manterem hábitos mais regulados. Quanto a mim, tenho as minhas dificuldades pessoais. Por outro lado, poder estar sempre pronto para “o que der e vier” para Krishna tem suas vantagens e acredito que, pela graça dEle, isto combina mais comigo. A meta é estar sempre no fogo da propagação da consciência de Krishna e servindo a missão de Srila Prabhupada, mas sempre se manter atento e cuidadoso com a vida espiritual pessoal. Na verdade, este é o nosso primeiro dever. O segredo é estar sempre no campo da pregação, sem se contaminar. Prabhupada falava algo engraçado sobre isto: “Um bom pescador é aquele que pesca muito, mas não se molha”.
O Templo não estava tão cheio. Talvez 100 pessoas. Mas, o ambiente era bastante espiritual e positivo. Juntamente com os membros do Conselho, a partir das 4 e meia da tarde, participei de duas reuniões. A primeira foi com Harinama Prabhu e sua esposa. Como eles são responsáveis pela adoração das Deidades, pedimos para eles fazerem uma avaliação deste departamento tão importante. A reunião foi boa e, como sempre, se chega à mesma conclusão da importância de se haver mais comunicações entre os responsáveis. Alem, de aparar as arestas, isto faz com que uma maior amizade e respeito sejam cultivados entre os devotos. A segunda reunião foi com Bhakta Paulo, um aspirante a discípulo de S. S. Purushatraya Swami. Trata-se de um excelente devoto que é responsável pelo programa conhecido com Raja-vidya. Este programa é uma versão adaptada de um programa que tem ocorrido há tempos em São Paulo, o Bhakti-vrksha. Bhakti-vriksha significa “Árvore da Devoção” que é uma tentativa de fortalecer um determinado grupo, com associação espiritual regular e estudos para, no momento oportuno, dividir este grupo criando, assim, um novo galho. Quando este novo galho se torna forte, surge um outro galho e, assim, sucessivamente. De alguma maneira, apesar do esforço sincero de alguns devotos, esta Árvore de Bhakti não “vingou” o que deu lugar ao novo programa, o Raja-vidya, um simples programa de estudo com os novos visitantes. A idéia de nos reunirmos com o Paulo foi a mesma: avaliar os resultados e estabelecer novas diretrizes.
Enquanto ocorria esta segunda reunião, a festa já estava acontecendo: Brahamrsi e Prana-natha Prabhus lideravam os Bhajans e o clima era festivo. As 6 e meia em ponto desci para dar a palestra: “Este conhecimento confidencial não pode ser revelados àqueles que não são austeros, nem devotados, nem ocupados em serviço devocional e nem para uma pessoa que Me inveja”. Forte, não? Se nem temas considerados básicos da Gita podem ser apresentados a todos, o que dizer os temas confidenciais sobre a intimidade do Casal Divino, Sri Radha-Govinda? O Kirtana foi especial e Brahmarsi o liderou, acompanhado pela sanfona de Prana-natha. Fizemos uma grande ciranda e a alegria era geral. Dos rostos de todos emanava muita alegria e pureza e, no término do Krtana, ninguém poupou os elogios. Subi para recepção e fiquei até as 10 e meia conversando com um grupo que mesclava visitantes novos e devotos. Lá pelas 11 segui para Guarulhos com casal Govindananda e Gopali, os quais gentilmente permitiram que eu descansasse até as 2 da manhã e, em seguida, me levaram para o aeroporto, onde embarcaria às 4 para Cuaiabá, MT. Todas as glórias a Srila Prabhupada! Até amanhã e Haribol!
Escrito por Chandramukha Swami às 13h20
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Um dia tranquilo
ATENÇÃO !!!!
Antes de mais nada, acesse o endereço do novo BLOG: www.diariocmsw.blogspot.com
Sua configuracão é bem melhor e permite mais opções. Além disso, agora ganhei um espaço para AGENDA DE VIAGENS. Obrigado.
Sempre chega o dia de arrumar as gavetas, jogar fora um monte de papéis, limpar os vidros, raspar a cabeça... Pois é, ontem foi assim. Colocar as correspondências em dia, ligar para todo mundo, fazer reuniões para eliminar assuntos pendentes, planejar novos propósitos, passar a limpo a agenda etc. Neste sentido, foi um dia bastante útil e necessário. Fomos almoçar no Gopala, cheio como sempre, duas filas enormes... Um cardápio maravilhoso, que incluía a famosa lazagna de 4 queijos!... Sobrou um tempo também para trabalhar umas 3 horas num livro novo sobre "Os Cinco Principais Ítens da Vida Devocional". Quer saber quais são? 1. Cantar os Santos Nomes; 2. Se Associar com os Vaishnavas; 3. Estudar o Srimad-Bhagavatam; 4. Adorar as Deidades e 5. Viver num lugar sagrado.
Estas cinco práticas devocionais são maravilhosas. Além de oferecer experiências espirituais prazerosas àqueles que entram em contato com elas, quem praticá-las regularmente, por mais caído que seja, sentirá em seu coração um rápido despertar do sentimento de amor a Deus. Na realidade, ao se fixar firmemente em pelo menos uma delas, o praticante sincero conseguirá extrair ilimitado poder espiritual. Outra característica marcante destas cinco práticas devocionais é que elas sempre interagem umas com as outras. Em outras palavras, através de uma entusiasta e confiante execução de qualquer uma delas, um praticante passará gradativamente a compreender e se atrair sucessivamente pelas demais. Todas as górias a Srila Prabhupada! Até amanhã e Haribol!
Escrito por diariocmsw às 07h47
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Parte 2 - Reflexões Sobre as Dez Ofensas no Cantar dos Santos Nomes

...Portanto, para uma saúde perfeita da vida espiritual, é muito importante que o sadhaka seja realmente introspectivo e desenvolva o hábito saudável de smaranam, refletir sobre os ensinamentos recebidos: “Como eles podem ser colocados em prática na minha vida pessoal?”, “Quais as dificuldades específicas que encontrarei pela frente?”, “Quais são as causas destas dificuldades?”, “Como, onde e a quem devo recorrer para que as dificuldades não interrompam a minha vida espiritual?” Em suma, smaranam é o processo pelo qual o sadhaka pode entender melhor todo conhecimento espiritual que tenha adquirido, é refletir com mais profundidade sobre os temas espirituais até chegar a ter uma assimilação espiritual satisfatória. Mas, isto não significa que, com esta atitude reflexiva e introspectiva, o sadhaka tenta compreender as coisas simplesmente com sua própria mente e intelecto, e acaba se fechando em devaneios mentais e intelectuais. Por outro lado, todos precisam de momentos de reflexão para se aprofundar em cada aspecto da filosofia. Na Bhagavad-gita, o Senhor Krishna diz tesam satata yuktanam bhajatam priti purvaka. Ou seja, quem mantém sua prática regular de adoração ao Senhor através de sravanam-kirtanam-visnoh, ouvir e cantar, certamente poderá contar com a Sua ajuda divina para tirar “suas próprias conclusões” (dadami budhi-yogam tam). Ainda assim, para confirmar suas realizações espirituais ele, em seguida, deve submetê-las a uma assembléia de sadhakas. Sri Krishna diz ainda: “Os pensamentos de Meus devotos vivem em Mim, suas vidas estão rendidas a Mim e eles sentem grande satisfação e bem-aventurança iluminando-se uns aos outros e conversando sobre Mim”. Em outras palavras, um sadhaka sente grande prazer em se associar com outro sadhaka. Sua vida está dedicada ao serviço devocional, o que o faz naturalmente sempre pensar em Krishna. À medida que seu pensamento se aprofunda, o próprio Senhor, no âmago de seu coração, o ilumina e lhe transmite verdadeiras revelações. Este mesmo fenômeno transcendental ocorre individualmente com cada um e quando todos se reúnem para expor o resultado prático de suas próprias realizações espirituais, ocorre uma química espiritual poderosa que produz grande satisfação e bem-aventurança no coração de todos. Portanto, um sadhaka nunca deve se isolar e se fechar em seus próprios conceitos ou insights pessoais, mas deve contar sempre com a associação com outros sadhakas para receber deles a confirmação dos resultados de sua própria reflexão pessoal, bem como se iluminar com as realizações espirituais dos demais. Todas as glórias a Srila Prabhupada! Até amnhã e Haribol!
Escrito por diariocmsw às 07h14
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Parte 1 - Reflexões Sobre as Dez Ofensas no Cantar dos Santos Nomes

Queridos leitores. Esta é (provavelmente) a capa do meu próximo livro. O título torna o conteúdo óbvio: "Reflexões Sobre as Dez Ofensas no Cantar dos Santos Nomes".
A consciência de Krishna consiste em atividades práticas para purificar a consciência. E nada mais prático e efetivo do que cantar o Maha-mantra Hare Krishna diariamente, conforme recomenda Sua Divina Graça Srila Prabhupada. O cantar remove os conceitos ilusórios, desconecta a pessoa das coisas mundanas, extingue o fogo da ânsia material e ajuda a pessoa a experimentar um constante e gradativo despertar espiritual. Não apenas o cantar, mas krishna-sravana, ouvir sobre o Senhor, Seus nomes, Suas formas, Suas qualidades e atividades transcendentais possuem poder ilimitado e é o verdadeiro alimento da vida espiritual. É um fato que, além de nutrir a vida do sadhaka, ou devoto; krishna-sravana satisfaz plenamente seu intelecto, revitaliza sua mente, aquieta seus sentidos e enche sua existência de novos significados e motivações. Do coração do sadhaka que está absorto em krishna-sravana surge o desejo natural de repetir o que ouviu sobre as glórias do Senhor, quer seja cantando os santos nomes ou retransmitindo as informações espirituais que tenha recebido. Isto se chama kirtana. Portanto, ambos, sravana-kirtanam vishnoh, “ouvir e cantar sobre Krishna” são certamente um alimento saudável e poderoso para a vida espiritual. Ainda assim, o processo não se resume nisto, pois este alimento precisa ser corretamente digerido e precisa se transformar em verdadeira energia na vida espiritual – até porque, durante o processo de purificação (quando a mente expurga suas impurezas), é preciso de muita força para superar as dificuldades que eventualmente surgem. Então, para desenvolver esta força, depois de se alimentar corretamente com sravanam e kirtanam, o sadhaka chega à fase de smaranam, que é comumente traduzido como lembrar, meditar ou, como este livro sugere, refletir.
Escrito por diariocmsw às 07h10
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Em São Paulo Mandir
Acordamos cedo, 3:45h e nos preparamos para o Mangal-arati. Estávamos em 6: eu, Nanda-kumara, Prana-natha, Brahmarsi, Bk. Rodrigo e Bk. João. Prabhu Krishna-Gauranga fez o puja e eu cantei. Foi um grande prazer, depois de 7 dias viajando, poder participar desta cerimônia e, mais do que isso, constatar que o Templo de São Paulo está limpo e bem organizado. Aliás, o comentário geral sobre o Festival foi excelente. Fiquei sabendo que vieram menos de 100 pessoas, mas o Bhajan foi muito bom, o Kirtan e a palestra ficou sob a responsabilidade experiente de Prabhu Keli-Parayana. M. Madhava-lila, a presidente do conselho, organizou tudo muito bem e ouvi comentários que fazia mais de 6 anos que em São Paulo não tinha uma festa tão boa! Como é bom ouvir que muitos devotos que estavam sumidos agora têm nos visitado e que o clima é de harmonia e amizade. É claro que tem sempre aqueles que nos vistam só para fazer a social, mas, se a maioria tem uma atitude de serviço e cooperação está ótima.
Conversei bastante com Bhakta Rodrigo que pensa em vir viver no Templo. Ainda estamos em conversação, pois ele quer estudar e fazer sankirtan, mas ainda não estou convencido que, neste momento, esta é uma boa opção para São Paulo. Gostaria de o grupo residente fosse completamente comprometido com tudo o que diz respeito ao Templo: limpeza, programas espirituais, recepção, pregação etc. De modo que a idéia de um devoto residente estudar for (principalmente no período da noite, como é o caso dele) não me agrada. Se Krishna quiser, iremos conseguir formar um grupo bastante disciplinado e plenamente presentes nos programas espirituais.
Juntamente com Prana-natha, Nanda-Kumara e Kurma Prabhus fomos almoçar no restaurante Gopala, que dispensa qualquer comentário. Puro néctar. Além de tudo, nos encontrar com as devotas M. Madhava-Lila e Nrhari é sempre bom, já que elas são um exemplo de devoção e estabilidade espiritual. A noite, vieram Paramahamsa, Tirthatma e Madhava-Lila, com os quais eu Nanda-Kumara nos reunimos para uma breve avaliação do que tem acontecido nos últimos meses e para começarmos a organizar o Goura-purnima, que este ano, excepcionalmente, cairá num Sábado. Segundo o que discutimos, a idéia é começarmos o Festival pela manhã, 7:30h, no horário de Govinda e Guru-puja de Srila Prabhupada. Depois disso, teríamos o primeiro Chaitanya-katha do dia e, em seguida, o abhisheka. Terminado o abhisheka um grupo sairia em Harinama pelas ruas de São Paulo. Dividimos 4 grupos que, a cada 3 horas, farão suas oferendas. Assim, durante o dia todo, ultrapassaremos o número de 108 oferendas – fora o prasadão (a prasada grande que será oferecida no dia para todos). É claro que a noite termos mais leitura e Caitanya-katha, Bhajans, Kirtans e, quem sabe, dança e teatro. Aguardem mais notícias. Até amanhã e Haribol!
Escrito por diariocmsw às 16h11
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Segunda, Terça e Quarta "Na Estrada"
A volta de Porto Alegre para São Paulo foi excessivamente cansativa. Saímos na Segunda 8:30 da manhã embaixo de chuva. A idéia original era irmos direto para Blumenau, onde visitaríamos Rsi-priya, um discípulo de Srila Hridayananda Maharaj, e lá dormiríamos. Já comentei neste Blog que o trecho Florianópolis - Porto Alegre (e vice-versa) é difícil, cheio de caminhões, buracos e obras na pista. Resumindo: isto tudo somando-se à uma chuva forte - e o fato de eu ser o único que dirigia - tornou a viagem bastante difícil e, para concluir, não conseguimos alcançar o nosso objetivo de seguirmos até Blumenau. Ao contrário disso, na Segunda-feira só conseguimos chegar a Florianópolis e, ainda assim, era quase 10 da noite quando fomos dormir (ambém porque demos uma parada em Crisciúma)! Fiquei bastante preocupado de chegarmos na casa de Jagannatha-Dhama e M. Indulekha neste horário, mas ainda assim... No dia seguinte, Terça, acordei as 8 da manhã (que mal exemplo!) - e o pior de tudo: com o corpo quebrado da viagem do dia anterior. Acomodamos rapidamente as nossas malas no carro e seguimos viagem para Curitiba. Era o dia auspicioso do aparecimento transcendental de Sri Nityananda Prabhu e, por Sua graça, saímos sem chuva. Paramos ao meio-dia em Balneário de Camboriú, onde quebramos o nosso jejum e os devotos tomaram um banho de mar na praia Brava. Linda! Brahmarsi tinha um amigo que residia lá, um colega do curso de formação de instrutor de Yoga e tentou o contato. Me sentia tão cansado que precisa ficar um dia parado. Mas, o contato não foi possível. De qualquer modo, seguimos viagem lutando contra o cansaço e chegamos às 16h em Curitiba. Os devotos foram para o Templo e eu para um Hotel, o Íbis. Deixei Prana-natha Prabhu de stand by. Caso eu não coseguisse chegar a tempo, ele daria a palestra sobre Nityananda. Propositalmente, eu não tinha cantado japa enquanto dirigia. Em casos especiais, quando dirijo um trecho longo, costumo cantar a minha japa no carro mesmo - até porque, em certas situações, é a única possibilidade. Mas, em se tratando de um dia tão especial quando comemora-se o aparecimento do principal associado do Senhor Caitanya e através de quem pode-se alcançar o abrigo de Sri Gauranga, preferí cantar japa numa situação mais adequada. A minha idéia era descansar um pouco no Hotel e cantar a minha japa. Assim, seria difícil chegar à tempo no Templo. Mas, a minha consciência pesou: como um sannyasi não participaria da festa? Por outro lado, como cantar toda a japa e descansar?... Comecei pelo banho que me deu algum ânimo. Então, lí um pouco soobre as glórias de Nitai, coloquei uma imagem do Senhor Nityananda na tela do computador e, contemplando Sua beleza indescritível, comecei a cantar japa. Gradativamente, ganhei alguma força e o cansaço foi se esvaindo. Depois de 8 voltas, me troquei e fui para o Templo. O Kirtana, liderado pr Prana-natha Prabhu, já havia começado. Fiquei surpreso de ver que tinha no máximo 10 devotos! Isto foi motivo de preocupação, pois tratava-se de um dia tão especial. "Mal sinal", pensei eu. O Puja terminou e eu comecei a cantar para Nrisinhadeva esperando o altar fechar. Mas, o pujari, Mahadeva Prabhu, começou a trazer as parafernálias e rapidamente eu entendi que Sri Sri Gaura-Nitai seriam banhados. Infelizmente, o banho foi, além de improvisado, muito mal feito e deu para perceber que a ISKCON de Curitiba está bastante "largada". Não vou entrar em detalhes, mas foi triste estar lá e constatar alguns fatos. De qualqer modo, terminado o banho, lí um verso da Bhagavad-gita e palestrei sobre o Senhor Nityananda. Para falar dEle, percsisei falar de Gauranga ou Gaura-Nitai. E, para falar de Gauranga, precisei falar de Krishna, ou Krishna e Balarama. Tomamos uma prasadinha e voltei para o Hotel 10 da noite para terminar as minhas 16 voltas de japa "morto de cansado". No dia seguinte, 8 da manhã, participei de uma reunião com alguns membros do Conselho de Curitiba. Resumindo, eles pediam ajuda para levantar o programa. Dei-lhes algumas sugestões e prometía ajudar, caso eles, primeiramente. informassem todo o conselho administrativo e o GBC, conseguindo a aprovação deles. Mas, deixei claro a minha opinião: a primeira coisa a se fazer é cuidar bem das Deidades de Gaura-Nitai. De fato, a minha opinião é que todos os problemas deste Templo se resume no mal atendimento das Deidades. Se não se resolve isto, nenhum resultado espiritual positivo pode-se conseguir. O tempo passou, acabamos almoçando por lá e seguindo viagem para São Paulo. Saímos mais ou menos 2 da tarde e chegamos a tempo de participar do Kirtana para Jagannatha. Conversamos um pouco, me banhei e fui dormir mais tranquilo por saber que ficaria pelo menos um ou dois dias sem ter que dirigir. A idéia é acordar amanhã às 4 h para o Mangal-arati. Vamos ver se consigo. Haribol e até amanhã!
Escrito por diariocmsw às 05h54
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Ratha-yatra em Porto Alegre

Saímos de Florianópolis pouco mais de 6 da manhã. Carro cheio. Estávamos cansados da viagem, depois de uma noite mal dormida (fazia muito calor e os pernilongos estavam famintos). Apesar destes pequenos inconvenientes, o entusiasmo era o mesmo. Assim, nos despedimos de Prabhu Jagannatha-Dhama, agradecemos sua hospitalidade e fomos “encarar” os quase 500 km para Porto Alegre. Prabhu Prana-natha sentou-se comigo na frente e foi um bom co-piloto que praticamente não dormiu a viagem toda (não posso dizer o mesmo da turma que se sentou atrás). De fato, este trecho da estrada é cheio de caminhões, desvios, obras, curvas e de difícil ultrapassagem. Mas, com a graça de Krishna, fizemos uma boa viagem e chegamos em Porto Alegre meio-dia e meia e fomos direto para o restaurante Govinda. Logo que chegamos, nos encontramos com Prabhu Lila Das, Mathura-Natha e outros. Era ekadasi e o restaurante já estava cheio de devotos. Quebrei o jejum com salada à vontade e alguns pães de queijo. Foi suficiente para recarregar as baterias. A cada 5 minutos chegava mais devotos e o almoço acabou sendo demorado: Vaiyasaki Prabhu, Danananda, Danesvara, Prasantatma, Padma-Locana etc...
Às duas e meia da tarde foi quando consegui me acomodar no apartamento, me banhar e rapidamente voltar para o Templo, onde os devotos se concentravam para o Ratha-yatra. Lá, me encontrei com S. S. Purushatraya Swami, extático e bem humorado como sempre. Conversamos uma meia hora. Os temas variaram entre viagens de pregação, o reajuste que Rasananda quer fazer em sua vida e, evidentemente, o próprio Ratha-yatra. Fomos caminhando até o local onde as deidades chegariam, onde havia o palco e de onde o desfile começaria.

Era pouco menos de 5 da tarde (!) quando as Deidades chegaram. Somando-se os minutos para elas se ajeitarem no carro, o desfile começou as 5 e foi até as 6 horas. Purushatraya Swami, eu e Vaiyasaki Prabhu fizemos a cerimônia da “quebra do côco” e Vaiyasaki começou a cantar para a satisfação dos devotos presentes. Depois dele, o Kirtana foi liderado rapidamente por Purushatraya Swami, eu e Brahmarsi Prabhu.
Jagannatha svami nayana-patha-gami bhavatu me
“Que o senhor jagannatha seja o objeto de minha visão”.
Jagad significa universo, e natha significa senhor. A idéia é que, no conceito Vaishnava, só existe um senhor para todo o universo, embora, devido às Suas infinitas qualidades e atributos, Ele possua nomes diversos. Este é um refrão de uma canção milenar que descreve Krishna com sua encantadora flauta passeando nas margens do rio Yamuna, enquanto contempla as belas faces de lótus das donzelas de Vrindavana. Sua cabeça é adornada com uma pena de pavão, Sua roupa é amarela cintilante e Seu corpo é belo como nuvens carregadas de chuvas. Juntamente com seu irmão Baladeva e Sua irmã Subhadra, Ele reside à beira do oceano num palácio situado no cume do brilhante monte Nilachala e é adorado pelos melhores dos semideuses, tais como Brahma, Shiva, Ganesa e Laksmi. Suas glórias e qualidades são cantadas em todos os Upanishads.
Muito arborizado e excelentemente freqüentado, o parque da Redenção (que se transformou em Vrindavana com a presença das deidades e de Seus devotos) é um lugar ideal para este tipo de evento transcendental. Além do trajeto, o local onde foi montado o palco e onde aconteceram os shows é o melhor possível. De fato, Porto Alegre tem tudo para vira ser, senão o melhor, um dos melhores festivais do Brasil. Purushatraya Swmi abriu a programação no palco com Jaya Radha-Madhava e dissertou sobre o significado do festival. Eu entrei, falei um pouco e apresentei M. Rasamrita e sua banda, a Hare Krishna Music. Houve uma apresentação de Yoga artísitica, shou do grupo Maha-mantra de Lila Das e, em seguida, a atração principal que fez todos dançarem: Vaiyasaki Prabhu. Já eram 9 da noite quando eu e Purutraya Swami decidimos nos retirar. Mas, as atividades ainda continuariam... Jay Jagannatha! Todas as glórias a Srila Prabhupada e até amanhã!
Escrito por diariocmsw às 14h48
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Em Florianópolis, na cas do casal exemplar, Jagannatha Dham e M. Indulekha

São 6 da manhã e (desculpem-me) estamos correndo para poder pegar a estrada o quanto antes. Pelo que dizem, daqui de Florianópolis para Porto Alegre são, no mínimo, 6 horas de viagem estressante. A estrada é ruim, cheia de buracos e caminhões. Mas, certamente, valerá a pena este pequeno esforço para, ao chegar, nos depararmos com os grandes olhos de lótus do Senhor Jagannatha e Seu sorriso encantador que distribui bênçãos aos Seus devotos. O Ratha-yatra está previsto para as 3 da tarde. Se tudo correr bem e chegarmos por volta do meio-dia, dará para nos banharmos e fazer o desjejum (hoje é ekadasi), renovando as forças para participarmos do desfile do Senhor.
Esta foto acima é da turma que compareceu ontem no programa que fizemos em Florianópolis. As atividades da ISKCON por aqui são coordenadas principalmente por um casal especial. Trata-se de Jagannatha-Dhama Prabhu e sua esposa, a M. Indulekha. Ambos são discípulos de S.S. Param Gati Swami, o nosso querido GBC, e são exemplos perfeitos do que Srila Prabhupada queria de seus seguidores chefes-de-família. Eles se tornaram devotos de Krishna desde 1987 e, ininterruptamente, desde o ano de 1990, eles abrem as suas casas para fazerem programas regulares aos Sábados. Na foto, vemos a turma que geralmente se reúne com eles e, como “caímos de pára-quedas” (ou seja, a nossa visita foi anunciada em cima da hora), não houve nenhuma divulgação especial. Então, geralmente aos Sábados é esta turma que se reúne em sua casa-templo. Sim! Eles construíram um belo Templo em suas casas e estão sempre absortos em pregar e receber os Vaishnavas que por aqui passam. Citando o nosso exemplo, chegamos por aqui às 15h. Estávamos viajando em 5 devotos, mas, ao passarmos por Curitiba, acabamos arrastando também Brahmarsi Prabhu. De qualquer modo, uma excelente prasada nos foi oferecida e todos nós nos acomodamos confortavelmente em sua casa. Depois de nos servir o almoço a M. Indulekha voltou para a cozinha para preparar a prasada da noite do festival e a Bhaktin Fernanda foi ajudá-la. Como eu sou o único que dirijo, descansei um pouco. Acordei, me banhei, respondi E-mails e escrevi para o diário e ela continuava na cozinha. Quando me preparava para ir dar a palestra e encontrar-me com os devotos locais, ela estava limpando o banheiro!
A noite foi super agradável. Muito bem recebidos por todos, tentamos reciprocar o carinho com uma boa leitura e comentários da Bhagavad-gita e um Kirtanan animado. O verso que abri foi o 4.41, onde Krishna define Yoga como 4 coisas: 1 - sannyasta-karmanam , renúncia aos frutos das suas ações; 2 – jñana-sanchina-samsayan, estar munido de conhecimento transcendental e, assim, estar fixo na vida espiritual, sem dúvidas ou receios; 3 – atmavantam – estar auto-realizado ou auto-satisfeito, fixo na compreensão do verdadeiro eu espiritual e 4 – nibadhnanti – estar liberado das reações kármicas. Um dia a gente chega lá. Teria muito mais o que dizer, mas já deu 6 horas e a estrada é longa. E esburacada. Todas as glórias a Srila Prabhupada e até amanhã, se Deus quiser!
Escrito por diariocmsw às 05h03
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Ainda em Curitiba na companhia dos devotos
Curitiba é uma cidade excelente. É organizada, limpa e com pessoas de nível acima da média das outras capitais. Isto ficou claro para mim, quando, no ano passado, participei de um Congresso de Meditação na PUC. A sala e estava cheia e depois da palestra e do Kirtanzinho, mostrei o meu livro “Bhagavad-gita para Iniciantes”. Foi impressionante! Imediatamente uma fila se formou e, além de vender e autografar todos os 40 livros que havia trazido, ainda vendi alguns outros exemplares de outros livros e CDs. Ou seja, fica claro o potencial desta cidade para espalharmos o conhecimento transcendental da consciência de Krishna.
Ontem a noite, o programa aconteceu na Escola de Yoga Gandiva que, apesra de estar dentro da cidade, é um lugar bastante aprazível. Chovia e não deu para entender bem o espaço, mas deu para ver que, além de um bom estacionamento, o terreno é grande e cheio de casinhas onde podem ocorrer simultaneamente diferentes atividades. Embora não tivéssemos avisado com antecedência que viríamos e, por conta disso, não puderam fazer nenhuma divulgação especial, o Sat-Sanga contou com a presença de cerca de 40 pessoas. O devoto Maha-muni, que dirige o espaço e dá aulas de Hatha-yoga, me apresentou com bastante classe, despertando assim um maior interesse na audiência. Tratava-se de um evento que já ocorre às sextas-feiras e, quebrando um pouco o protocolo do sat sanga, dei uma palestra sobre o cantar dos santos nomes que enfatizava a purificação da mente e do coração. Foram cerca de 45 minutos e mais uns 15 respondendo perguntas. Depois, foi a vez do Bhajan. Para “economizar” a garganta, chamei o Paresha para me ajudar a cantar e toquei o harmonium. Na mridanga estava Prabhu Brahmarsi, Maha-muni tocava o kartal e Yogindra a flauta transversal: ”Gopala, Gopala, Devaki-nandana-Gopala.... Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare...”. Pelo que pudemos observar, o Bhajan tocou nos corações das pessoas e, além de doce e harmonioso, estava cheio de energia e entusiasmo. Gradativamente, como é de costume, o Bhajan foi decolando e levantou todos, formando uma roda onde dançamos os santos nomes ao som da ciranda-mantra. Com o ritmo cada vez mais intenso e o entusiasmo crescente, a roda da ciranda se desfez dando lugar à dança livre do Kitana. Todas as glórias a Srila Prabhupada! Haribol e até amanhã, quando combinamos de sair lá pelas 7 da manhã em direção a Florianópolis, onde teremos um programa à noite na casa de Jgannatha-Dhama e M. Indulekha. Que, pela graça de Krishna, possamos nos apegar cada vez mais aos santos nomes e que sejamos abençoados com o direito de espalhar as glórias do maha-mantra cada vez mais!
Escrito por diariocmsw às 17h18
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Indo para o Ratha-yatra de Porto Alegre - Em Curitiba
Acordei para o Mangal-arati, cantei para as Deidades, fiz o puja de Tulasi e fui para o quarto para responder Emails e escrever para o Blog. Ainda deu para cantar seis voltas de Japa enquanto aguardava os devotos chegarem para iniciarmos nossa viagem para Porto Alegre. A viagem foi tranqüila e rápida. Saímos às 7 da manhã e lá pelas 9 e meia demos uma parada na cidade de Registro. Como a estrada está muito esburacada, aproveitei a parada para balancear as rodas do carro, enquanto os outros devotos distribuíram livros na cidade. Tendo espalhado a misericórdia de Krishna na forma de literatura transcendental, seguimos para Curitiba, onde chegamos um pouco depois das 13 horas. Demos algumas voltas pela cidade até encontrarmos o Restaurante Jagannatha de Gauranga Mahaprabhu. O Restaurante é lindo, super bem localizado (fica bem próximo ao Shopping Muller) e recebe uma média de 70, 80 clientes ao dia. A comida é muito boa e o espaço é uma referência na cidade. Este mesmo devoto é o atual responsável pelas atividades da ISKCON e, juntamente com os demais, alugaram uma casa próxima ao restaurante dele e lá também abriram um pequeno restaurante que está sob os cuidados da Mataji Lila-Madhuri, a mãe de duas devotas, Rasa-rasika e Vrajabumi, que fizeram o Seminário comigo em Vrajabhumi no ano passado.
Os devotos que comigo estavam se hospedaram no Templo, enquanto, acompanhado de Sevananda Prabhu, eu fui para o Hotel. Ele me fez uma excelente massagem e nem deu tempo para descansar ou terminar a Japa (naquele momento), pois me banhei e fui para o programa da noite no Templo. Cantei para Sri Sri Gaura-NItai e li a Bhagavad-gita. Tinham um pouco menos de trinta devotos e o verso era inspirador, pois falava da importância da tolerância. De fato, nunca é demais abordarmos temas como este, ou humildade, bondade, compaixão etc.
O programa foi agradável e decidi ficarmos mais um dia em Curitiba. Os devotos devem sair para pregar e distribuir livros durante o dia e eu vou me ocupar nos escritos e marquei também de receber devotos para conversas particulares. À noite, marcamos um programa de Bhajans e Krishna-katha no Espaço de Yoga Gandiva, cujos responsáveis, até onde sei, são Maha-muni e Gaura-Nataraj Prabhus. No Sábado estaremos em Florianópolis.
Ah... (antes que me esqueça), apesar de ter chegado tarde no hotel, terminei as minhas dezesseis voltas de Japa! Aliás, uma vez que tínhamos acabado de falar sobre a importância de tolerar as dualidades etc, nada mais óbvio do que tolerar o sono, o cansaço e cumprir o voto das 16 voltas de Japa. Haribol e até amanhã!
Escrito por diariocmsw às 08h08
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De volta ao Diário, com a graça de Krishna
Queridos leitores blogueiros,
Todas as glárias a Srila Prabhupada!

Primeiramente, mil desculpas. Fazem 32 dias que eu não mando notícias, mas explico: Do dia 23 de Dezembro ao (+ ou -) dia 20 de Janeiro estava em Vrajabhumi. Fiquei num chalet meio afastado, o chalet da Lalita Priya, onde, pela graça de Krishn, terminei 2 livros e quase terminei mais um. Nos 2 primeiros dias ainda consegui acessar a internet, mas, devido às chuvas (e muito lama) ficava difícil sair com o notebook, atravessar Vraja e encontrar um meio de me conectar. De qualquer modo, pretendo agora manter este diário. Agradeço pelas mensagens de encorajamento. A idéia é sempre nos manter conectado e espero que vocês mandem recadinhos ou comentários.
Agora são pouco mias de 6h e estou aguardando Prananatha e Bhakta Rodrigo de Franco da Rocha e o casal Bhakta Akin, o mágico, e Bhaktin Fernanda. Estamos de saída para Curitiba, onde faremos um programa hoje a noite; depois, no dia seguinte, Florianópolis com Jagannatha Dhama e no Sábado chegaremos em Porto Alegre, onde ficaremos até Segunda e no Domingo teremos a oportunidade, pela graça de Jagannatha gaúcho e Srila Prabhupada, participar do Ratha-yatra.
Tenho muitas coisas para lhes contar, mas ouço vozes lá embaixo que indicam que os devotos chegaram. Teve o Natal e o Reveillon em Vraja - ambos muito extáticos. Depois, passei por Juiz de Fora e cheguei a São Paulo para o Festival da Índia e Ratha-yatra. Depois, eu posso entrar em alguns detalhes. Quero falar sobre os meus 2 novos livros, sobre um novo projeto de CD e sobre os planos para São Paulo Mandir.
Se tudo correr bem, com a graça de Krishna, amanhã mando notícias sobre a viagem de hoje e o programa a noite em Curitiba, onde nos encontraremos com devotos e amigos, tais como Paresha, Brahmarsi, Mahamuni, Gauranga Mahaprabhu, Sevananda. M. Lila-Madhuri e suas filhas, Rasa-rasika e Vrajabhumi, Ranchor e esposa e tantos outros. A idéia é almoçarmos no Restaurante Jagannatha e fazermos algum Sankirtana também - pelo menos para o combustível (como nos velhos tempos). Como é bom ir pra estrada com devotos em busca de mais sadhu-sanga!
Todas as glórias a Srila Prabhupada! Ate amanhã e Haribol!
Escrito por diariocmsw às 05h21
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Pela graça de Krishna e Balarama, trabalhando em novos livros
Ashram Vrajabhumi, 22 de Dezembro, Sexta.

Altar de Vrajabhumi com Krishna e Balarama. No detalhe, M. Srimati faz o Puja.
Acordei 3:45, me banhei, fui ao Mangal-arati e cantei a Japa até às 6:30h mais ou menos. Depois, me absorvi nos escritos. Estou no chalé da M. Lalita-Priya. Quem conhece sabe quão agradável é este lugar – especialmente nesta época do ano, quando tudo está mais verde do que nunca e uma variedade de pássaros cantam com grande intensidade. Da mesa onde escrevo, à esquerda próximo daqui, está o Templo de Krishna e Balaram. A porta do chalé é dupla e deixo-as abertas para apreciar o cenário devocional. De uma das janelas, avisto o campo onde o Krpa e o Vraja, nossos dois boizinhos, pastam despreocupados. Um laptop, boa água, sossego e prasadinha é tudo o que eu preciso. Mais um breve texto. Este é sobre a luxúria:
Sei que ela te chama. Que sua voz é como o mel.
Sei que ela aperta teu coração e te envolve em suas asas.
Sei que seu sussurro é como um frágil tilintar de sinos.
Mas sei também que, num de seus seios, ela te oferece néctar e, noutros mil, te ministra veneno fatal.
E cega teus olhos, emudece tua língua e fura teus ouvidos!
Ela penetra, ardendo como um dardo invisível.
Se aloja nos sentidos, na mente e na inteligência e se torna teu maior inimigo.
Este desejo incontrolável cheio de egoísmo, a qualquer custo, deve ser refreado!
Todas as glórias a Srila Prabhupada! Até amanhã e Haribol!
Escrito por diariocmsw às 07h22
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Em Vrajabhumi, feliz da vida
Ashram Vrajabhumi, 21 de Dezembro, Quinta.

Leitura na sala do Templo de Vrajabhumi
O propósito principal da minha vinda para o Ashram Vrajabhumi começa a ser cumprida, já que estou conseguindo tempo, sossego e o ambiente espiritual necessário para trabalhar nos textos de alguns livros que já foram iniciados por mim. Tenho 4 livros que quero trabalhar: O primeiro é o “GAP 108”, que se trata do método de estudo da Bhagavad-gita bastante interessante e já está praticamente pronto. É apenas uma questão de revisão, mas, como ele é bastante volumoso, leva um certo tempo. O segundo é um enorme desafio. Combinei com o músico Marcos Vianna de trabalhar num livro de poesias da Bhagavad-gita. Já fiz poesias, mas só para mim mesmo e nunca pensei em publicar nada que se refira a isto. A idéia é que ele musicou alguns poemas de Omar Khayyan e Khalil Gibran, com interpretações maravilhosas da atriz Letícia Sabatella. Por que, então, não fazer o mesmo com a Gita?
O terceiro livro é sobre Advaita-Acarya, um dos membros do Pañca-tattva e já publiquei um breve texto sobre o início do trabalho. E o quatro livro é de Reflexões sobre o cantar dos santos nomes, divididos em 10 capítulo que tratará de cada uma das dez ofensas. Hoje, Quinta-feira, tive algumas reuniões com os devotos, mas puder mergulhar horas a fio no trabalho. Precisava disto e me sinto alimentado quando escrevo. Sinto uma enorme satisfação e uma necessidade (não apenas intelectual) satisfeita. Vou mostra uma parte de um dos textos:
Na mente do sábio não há lamentação. Nada o detém. Nada o entretém.
Nem corpo, nem vida, nem morte.
Ele considera inútil somente o que é inútil.
Ele não cria fantasmas, nem lhes sopra vidas.
Se eu, tu, todos nós, sempre existimos e nunca deixaremos de existir, se lamentar para quê?
Na mente do sábio não há lamentação. Seu coração é impermeável às dores e aos prazeres do mundo.
Passa a infância, a juventude, a velhice. Cedo ou tarde, a morte chega. Mas, o que ela é?...
Ó maior dentre todas as mentiras, vives atarefada com as almas, trocando seus corpos.
Por outros e outros, e novamente...
Todas as glórias a Srila Prabhupada! Até amanhã e Haribol!
Escrito por diariocmsw às 07h20
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